segunda-feira, 9 de março de 2026

 

 

As Nações Unidas: Um Gigante Inútil Perante os Conflitos do Mundo

                    + A incapacidade e a falência de Guterres +

 

As Nações Unidas foram criadas com uma promessa ambiciosa: impedir que a humanidade voltasse a viver tragédias globais como as duas guerras mundiais. Contudo, décadas depois da sua fundação, a realidade mostra algo muito diferente. Perante os grandes conflitos internacionais, a ONU revela-se frequentemente lenta, impotente e, em muitos casos, simplesmente irrelevante.

A principal razão desta ineficácia está no coração do sistema: o Conselho de Segurança. O mecanismo de veto concedido aos cinco membros permanentes — Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido — transformou a organização num palco de bloqueios políticos permanentes. Sempre que uma das grandes potências tem interesses estratégicos num conflito, qualquer tentativa de decisão firme é imediatamente travada. Assim, guerras prolongam-se, crises humanitárias agravam-se e milhões de pessoas continuam a pagar o preço da paralisia diplomática.

Esperar unanimidade entre potências com interesses opostos não é apenas irrealista — é politicamente ingénuo. Enquanto esse modelo persistir, a ONU continuará condenada à inação. As grandes causas mundiais ficam sistematicamente reféns de rivalidades geopolíticas, e o resultado é uma organização que fala muito, reúne frequentemente, mas decide pouco.

Durante o mandato de António Guterres como Secretário-Geral, muitos esperavam uma liderança forte capaz de pressionar para reformas profundas. Nada disso aconteceu. Guterres sempre foi um líder fraco, inconsequente, incapaz e incompetente para fazer uma verdadeira e profunda reforma.   Apesar de um discurso diplomático cuidadoso e de apelos constantes à cooperação internacional, pouco ou nada mudou na estrutura que torna a ONU disfuncional.

O problema não é apenas de liderança, mas a falta de iniciativa política para confrontar um sistema que claramente já não responde aos desafios do século XXI.

O Conselho de Segurança continua preso a uma lógica de 1945, refletindo o equilíbrio de poder da pós-Segunda Guerra Mundial e não o mundo actual. A consequência é uma Instituição incapaz de agir de forma eficaz quando os interesses das grandes potências entram em choque — precisamente nos momentos em que a acção internacional seria mais necessária.

Se a ONU pretende recuperar credibilidade, uma reforma radical é inevitável. O poder de veto deveria ser substituído por decisões tomadas por maioria qualificada. Um sistema desse tipo não eliminaria divergências entre Estados, mas impediria que um único país bloqueasse a vontade da comunidade internacional. Sem uma mudança dessa natureza, a organização continuará refém de uma minoria privilegiada.

A verdade incómoda é esta: enquanto o atual sistema permanecer intacto, as Nações Unidas dificilmente passarão de um grande fórum diplomático onde se multiplicam discursos e resoluções simbólicas, mas onde as decisões verdadeiramente necessárias raramente chegam a concretizar-se.

Num mundo cada vez mais instável, essa ineficácia não é apenas frustrante — é perigosa.

 

 

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