DIA DE EXAME:
Quem
nasceu nas décadas de 50 e 60: uma geração marcada pela simplicidade e pelo
respeitoAs pessoas que nasceram nas décadas de 1950 e 1960 cresceram num mundo
muito diferente daquele que conhecemos hoje. Não existiam telemóveis, internet
nem redes sociais. A vida era mais simples, as famílias conviviam mais e os
jovens passavam grande parte do tempo ao ar livre. Na minha opinião, esta
geração aprendeu valores que continuam a ser importantes, como o respeito, a
responsabilidade e a solidariedade.
Na infância, as brincadeiras aconteciam nas ruas, nos campos ou nos
pátios das escolas. As crianças jogavam à bola, andavam de bicicleta, saltavam
à corda e inventavam jogos com poucos recursos. Como não havia tecnologia para
ocupar o tempo, o convívio era mais direto e as amizades eram construídas
através da convivência diária.
Muitos jovens começaram a trabalhar cedo para ajudar as famílias e
aprenderam rapidamente o valor do esforço. Os pais e os professores eram
figuras de autoridade muito respeitadas, e a educação era mais rigorosa. Embora
existissem menos oportunidades de estudo do que hoje, havia um forte sentido de
responsabilidade e de compromisso.
Os conflitos entre os jovens também existiam, mas eram geralmente
resolvidos de forma diferente. Quando surgiam discussões, era comum conversar
frente a frente, pedir desculpa ou fazer as pazes depois de algum tempo.
Em alguns casos havia lutas ou desentendimentos, mas esses conflitos
terminavam normalmente no momento e não continuavam através das redes sociais,
como acontece atualmente. Além disso, os familiares, os professores ou até os
vizinhos intervinham para ajudar a resolver os problemas e incentivar a
reconciliação.
É claro que nem tudo era melhor. Muitas famílias enfrentavam dificuldades
económicas, havia menos acesso à educação e aos cuidados de saúde, e alguns
jovens tinham de abandonar a escola para trabalhar. No entanto, havia um maior
contacto entre as pessoas, mais tempo para conversar e um forte espírito de
comunidade.
Em conclusão, quem nasceu nas décadas de 50 e 60 viveu uma época de
grandes mudanças e ajudou a construir a sociedade atual. Apesar das
dificuldades, esta geração demonstrou capacidade de adaptação e deixou um
importante legado de trabalho, respeito e união. Penso que os jovens de hoje
podem aprender com essa geração que muitos conflitos se resolvem melhor através
do diálogo, da compreensão e do respeito mútuo do que pela agressividade ou
pela exposição nas redes sociais.
Mariano
Rajoy : Não havia necessidade!
O futebol desperta paixões, alimenta
rivalidades e mobiliza milhões de pessoas. Mas precisamente por essa capacidade
de influenciar emoções, exige prudência quando é comentado por figuras
políticas de grande relevo. As recentes declarações de Mariano Rajoy sobre os
jogadores da seleção francesa levantam uma questão que vai muito além do
desporto: até que ponto deve um antigo primeiro-ministro envolver-se em
polémicas desta natureza?
Um político que exerceu o cargo de chefe de
Governo representa uma instituição e uma tradição democrática que não
desaparecem quando abandona funções. As suas palavras continuam a ter peso e
impacto público. Por isso, quando entra num terreno tão sensível como o futebol
internacional, sobretudo fazendo referências aos jogadores de uma seleção
nacional, corre o risco de alimentar divisões desnecessárias e de desviar o
debate dos verdadeiros problemas da sociedade.
O futebol já vive, por si só, num ambiente
frequentemente marcado por interesses económicos, rivalidades exacerbadas e
polémicas permanentes. Não necessita da intervenção de antigos líderes
políticos para aumentar a tensão. Pelo contrário, espera-se que personalidades
com a experiência de Mariano Rajoy contribuam para elevar o debate público, e
não para alimentar discussões que facilmente podem ser interpretadas como
nacionalistas ou até xenófobas.
Mesmo que não tenha sido essa a intenção,
declarações deste género expõem quem as profere a críticas evitáveis. Num
contexto europeu que valoriza a diversidade e a integração, qualquer comentário
sobre a origem ou identidade dos jogadores de uma seleção pode ser entendido
como uma tentativa de colocar em causa a legitimidade de atletas que
representam o seu país de acordo com as regras e os valores do desporto.
Além disso, intervenções deste tipo acabam
por descredibilizar a própria classe política. Os cidadãos esperam dos seus
antigos governantes reflexões sobre economia, democracia, segurança ou política
internacional, e não opiniões que alimentem polémicas futebolísticas. Quando um
ex-primeiro-ministro escolhe esse caminho, arrisca-se a banalizar o prestígio
do cargo que ocupou e a contribuir para a crescente desconfiança dos cidadãos
em relação à política.
O
futebol deve continuar a ser um espaço de competição, respeito e celebração do
talento, independentemente da origem dos jogadores. Aos políticos,
especialmente aos que exerceram as mais altas funções do Estado, exige-se
sentido de responsabilidade, ponderação e consciência do impacto das suas
palavras. Há debates que enriquecem a democracia; este dificilmente será um
deles.
A FIFA ajoelha-se ao poder
político: o dia em que a credibilidade do futebol ficou em jogoO futebol vive da sua credibilidade. Sem regras iguais para todos, sem
árbitros independentes e sem organismos disciplinares imunes a pressões
externas, deixa de ser um desporto para passar a ser um espetáculo manipulado
pelos interesses dos mais poderosos. A
decisão da FIFA de suspender a sanção aplicada ao internacional norte-americano
Folarin Balogun, precisamente após uma intervenção direta do Presidente dos
Estados Unidos, Donald Trump, junto de Gianni Infantino, representa um dos
episódios mais graves da história recente do futebol mundial. Durante décadas, a FIFA
repetiu um princípio quase sagrado: "nenhuma
interferência política no futebol". Esse argumento foi utilizado para
suspender federações nacionais, impedir governos de intervirem nas suas
associações e até excluir países de competições internacionais. Agora, afinal,
descobre-se que esse princípio parece ter uma exceção: quando a chamada vem da
Casa Branca. A questão nem sequer é
saber se Balogun merecia ou não cumprir o castigo. Os lances polémicos fazem
parte do futebol. O problema reside no facto de milhões de adeptos terem
assistido à transformação de um processo disciplinar numa decisão política. Que
mensagem recebe o mundo? Que um jogador
comum cumpre a suspensão. Mas um jogador da seleção anfitriã pode beneficiar de
uma chamada telefónica do Presidente do país.
Se isto não constitui um precedente perigosíssimo, então é difícil
imaginar o que será. A FIFA passa décadas a proclamar independência,
imparcialidade e igualdade entre as federações. Contudo, bastou uma intervenção
política de alto nível para alterar uma decisão que, em circunstâncias normais,
seria automática.
A consequência é devastadora.
Como poderá a FIFA voltar a exigir autonomia às federações africanas,
asiáticas ou sul-americanas quando ela própria se mostra vulnerável à pressão
política da maior potência mundial?
Como poderá voltar a punir governos por interferência quando aceita que
um chefe de Estado influencie um processo disciplinar em pleno Campeonato do
Mundo?
Este caso destrói um dos pilares da legitimidade institucional da
organização. Ainda mais preocupante é o simbolismo.
O Mundial de 2026 realiza-se em território norte-americano. A seleção
dos Estados Unidos disputa uma fase decisiva da competição. O presidente do
país intervém diretamente. A FIFA altera a decisão. Mesmo que juridicamente
encontre fundamento para justificar a medida, politicamente a perceção está
criada: o poder falou mais alto do que o regulamento.
E no desporto, a perceção vale quase tanto como os factos. Os
adversários dos Estados Unidos têm hoje razões legítimas para questionar se
competem em igualdade de circunstâncias. Os adeptos perguntam-se se todos os
jogadores são tratados da mesma forma. E o mundo percebe que a influência
política pode, afinal, chegar onde sempre se disse que nunca chegaria: ao
coração da justiça desportiva.
Gianni Infantino sai profundamente fragilizado.
Um presidente da FIFA deve proteger a instituição das pressões
políticas, não dar a imagem de lhes abrir a porta. Se a organização quiser
preservar a pouca autoridade moral que ainda lhe resta, terá de explicar, de
forma transparente e convincente, porque motivo esta decisão foi excecional e
por que razão não representa um privilégio concedido ao país organizador.
Caso contrário, ficará para a história a ideia de que, no Mundial de
2026, houve equipas que jogaram apenas contra onze adversários e outras que
tiveram de enfrentar também o peso da política.
E, quando isso acontece, quem perde nunca é apenas um adversário.
Quem perde é o próprio futebol.
QUANDO A JUSTIÇA DEIXA DE PARECER JUSTIÇA
O caso
BES/Salgado
A decisão do Tribunal Central Criminal de
Lisboa de suspender a execução da pena de 13 anos de prisão aplicada a Ricardo Salgado,
com fundamento no seu estado de saúde, voltou a abrir uma ferida que nunca
cicatrizou na sociedade portuguesa. Não surpreende, por isso, que cerca de 70%
dos portugueses considerem que esta decisão prejudica a imagem da Justiça. O
espanto seria precisamente o contrário.
Ninguém nega que a doença de Alzheimer seja
grave e mereça respeito. A dignidade humana deve ser preservada em qualquer
circunstância. Mas há uma pergunta que continua sem resposta: onde esteve a
preocupação com a dignidade dos milhares de lesados que perderam as poupanças
de uma vida? Quem olha pelos reformados, pelas famílias e pelos pequenos
investidores que confiaram nas instituições financeiras e viram o seu
património desaparecer? Muitos perderam muito mais do que dinheiro. Perderam
projetos de vida, estabilidade emocional, saúde e confiança no Estado.
Para essas pessoas, não houve suspensão do
sofrimento. Não houve atestado médico que lhes devolvesse as economias
perdidas, nem decisão judicial que apagasse anos de angústia, depressão e
dificuldades económicas. Muitos morreram sem recuperar um único euro. Outros
continuam, ainda hoje, a pagar as consequências de decisões pelas quais nunca
tiveram qualquer responsabilidade.
É precisamente por isso que esta decisão é
tão difícil de aceitar. A Justiça deve ser imparcial, mas também deve
transmitir um sentido de responsabilidade e de reparação moral. Quando um
cidadão comum comete um crime, dificilmente encontra mecanismos que lhe
permitam escapar ao cumprimento da pena.
Quando se trata de figuras poderosas, porém,
a sucessão de recursos, adiamentos e circunstâncias excecionais acaba
demasiadas vezes por impedir que a condenação tenha consequências efetivas.
A lentidão da Justiça portuguesa também não
pode ser ignorada. Se processos desta dimensão fossem julgados em tempo útil,
talvez a execução das penas não esbarrasse em problemas decorrentes da idade ou
da saúde dos condenados. A demora transforma-se, na prática, num benefício para
quem dispõe de recursos para prolongar os processos durante anos, ou mesmo
décadas.
Salgado foi considerado culpado e condenado a
uma pena pesada. Essa condenação representava, para muitos portugueses, um
sinal de que ninguém estaria acima da lei. Ao ser suspensa a sua execução, esse
sinal perde força. A mensagem que fica é a de que o sistema consegue condenar,
mas nem sempre consegue fazer cumprir as suas próprias decisões.
É evidente que a doença merece consideração e
que o Estado de direito impõe limites à execução das penas. Mas também é
legítimo perguntar se a justiça feita apenas ao condenado pode ser considerada
justiça plena, quando milhares de vítimas continuam sem qualquer sentimento de
reparação. O sofrimento dos lesados também deveria pesar na consciência
coletiva e nas decisões que moldam a confiança nas instituições.
Talvez o cumprimento efetivo da pena nunca
devolvesse o dinheiro perdido às vítimas. Talvez não apagasse anos de desespero
nem reconstruísse vidas destruídas. Mas representaria algo igualmente
importante: a afirmação inequívoca de que, em Portugal, quem causa prejuízos
devastadores à vida de milhares de pessoas responde pelos seus atos até ao fim.
Para os lesados, seria um raro sinal de que o Estado não esqueceu o seu sofrimento.
Para a sociedade, seria uma demonstração de que a Justiça não distingue entre
os poderosos e os restantes cidadãos.
Enquanto
essa perceção não existir, continuará a instalar-se a ideia de que há crimes
cujas vítimas carregam a pena para toda a vida, enquanto os seus responsáveis
conseguem, por diferentes circunstâncias, escapar ao peso das consequências. E
essa é uma realidade que corrói a confiança dos portugueses muito mais
profundamente do que qualquer sondagem consegue medir.
A quem serve esta Greve Geral
?
A greve geral convocada para 3 de Junho
levanta uma questão que raramente é discutida com frontalidade: quem são,
afinal, os trabalhadores que mais aderem a este tipo de protesto e quem são
aqueles que, teoricamente, mais teriam a ganhar com as reivindicações
apresentadas?
Observando a realidade portuguesa,
verifica-se que a maior capacidade de mobilização sindical continua a encontrar-se
no sector público, seja no sector público administrativo, seja no sector
empresarial do Estado. São trabalhadores que, em regra, beneficiam de níveis de
estabilidade laboral superiores aos existentes no sector privado, estando menos
expostos a fenómenos como despedimentos, “outsourcing”,
precariedade contratual ou banco de horas.
Por outro lado, muitas das alterações à
legislação laboral que têm suscitado controvérsia ao longo dos últimos tempos,
afectam sobretudo os trabalhadores do sector privado. São estes que enfrentam,
com maior frequência, a pressão da concorrência, a flexibilidade laboral e a
incerteza quanto à manutenção do emprego. No entanto, paradoxalmente, são
também estes trabalhadores que tendem a aderir menos às greves gerais.
Esta realidade cria um aparente desfasamento
entre os protagonistas da contestação e aqueles que constituem o principal alvo
das medidas contestadas. A greve geral acaba, assim, por assumir uma dimensão
predominantemente política, mais do que estritamente laboral.
O principal impulsionador desta paralisação
continua a ser a CGTP, organização historicamente próxima do Partido Comunista
Português. Num momento em que o PCP enfrenta uma progressiva perda de
influência eleitoral e parlamentar, a greve surge como uma oportunidade para
mostrar que ainda existe capacidade de mobilização nas ruas e nos locais de
trabalho.
Neste contexto, é legítimo questionar se a
convocação da greve responde efectivamente às preocupações concretas da maioria
dos trabalhadores portugueses ou se representa, acima de tudo, uma demonstração
de força das estruturas sindicais e políticas que a promovem. Os seus
defensores argumentarão que a solidariedade entre trabalhadores justifica a
mobilização colectiva.
Os críticos, pelo contrário, verão nesta
greve uma iniciativa de natureza essencialmente política, destinada a manter a
relevância pública de determinadas organizações sindicais e partidárias,
particularmente uma prova de vida do Partido Comunista, que não passa de um
partido residual na Assembleia da República.
Independentemente
da posição adoptada, a greve de 3 de Junho evidencia uma contradição que merece
reflexão: aqueles que mais sofrem os efeitos das mudanças no mercado de
trabalho são, frequentemente, os que menos participam nos instrumentos
tradicionais de contestação laboral.
A questão que fica é simples: estamos perante uma greve
dos trabalhadores portugueses ou perante uma manifestação política promovida
por estruturas que procuram provar que ainda mantêm relevância pública?
A VERTIGEM DO CRESCIMENTO DO CRÉDITO MALPARADO
(um aviso á “navegação”)
Nos
últimos anos, Portugal assistiu a um crescimento significativo do crédito às famílias,
tanto no crédito ao consumo como no crédito hipotecário.
A subida
acentuada das taxas de juro, combinada com uma inflação persistente e a perda
de poder de compra, está a criar um ambiente de forte pressão financeira sobre
milhares de famílias.
O crédito à habitação foi, durante anos, visto como relativamente
seguro, sobretudo devido às prestações reduzidas proporcionadas pela Euribor
negativa. Muitas famílias assumiram compromissos financeiros elevados,
acreditando que o contexto de juros baixos se manteria durante muito tempo.
Contudo, a rápida inversão da política monetária do Banco Central Europeu
alterou drasticamente a realidade. Em muitos casos, as prestações mensais
aumentaram centenas de euros em poucos meses, colocando pressão sobre orçamentos
familiares já fragilizados pelo aumento do custo de vida.
Paralelamente, o crédito ao consumo também registou um crescimento
expressivo. Cartões de crédito, créditos pessoais e financiamentos automóveis
continuaram a expandir-se, muitas vezes como forma de compensar a perda de
rendimento disponível. Esta dependência crescente do crédito para suportar
despesas correntes é um sinal preocupante de fragilidade económica das
famílias.
Perante este contexto, é expectável um aumento significativo dos
incumprimentos já ao longo deste ano. As famílias mais expostas a taxas
variáveis serão as primeiras a sentir dificuldades, mas o problema poderá
rapidamente alastrar a outros segmentos da população. A inflação continua
elevada em setores essenciais como alimentação, energia e habitação, reduzindo
drasticamente a capacidade das famílias para cumprir os seus compromissos
financeiros.
A banca portuguesa enfrenta agora um novo teste à sua resiliência.
Depois de anos de recuperação e reforço dos rácios de capital, os bancos poderão ser obrigados a aumentar
substancialmente as provisões para crédito malparado. O risco de imparidades
cresce à medida que aumentam os sinais de deterioração financeira dos clientes
particulares. Ainda que o sistema bancário esteja hoje mais sólido do que
na crise financeira anterior, a dimensão potencial do problema não deve ser
subestimada.
Nem
mesmo as medidas recentemente anunciadas para apoiar os jovens na compra de
habitação, incluindo linhas de crédito bonificadas e garantias do Estado,
estarão imunes ao actual contexto económico. Embora estas
iniciativas possam facilitar o acesso à habitação numa fase inicial, não
eliminam o risco associado à subida das taxas de juro e à degradação das
condições económicas. Muitos jovens
poderão acabar por assumir encargos demasiado elevados face aos seus
rendimentos futuros, especialmente num mercado de trabalho ainda marcado pela
precariedade e salários relativamente baixos.
Os próximos meses serão decisivos para perceber até que ponto o
sistema financeiro conseguirá absorver o impacto deste novo ciclo económico. O aumento dos incumprimentos poderá
provocar uma nova vaga de crédito malparado, obrigando os bancos a reconhecer
imparidades relevantes e a adotar critérios de concessão de crédito mais restritivos.
Isso poderá, por sua vez, travar o consumo e o investimento, agravando o
abrandamento económico.
Portugal entra assim numa fase particularmente delicada. O fim do dinheiro barato expôs vulnerabilidades acumuladas ao longo dos últimos anos. Famílias endividadas, inflacção persistente e juros elevados formam uma combinação perigosa que poderá marcar profundamente a economia nacional nos próximos tempos. O desafio será encontrar um equilíbrio entre a necessidade de controlar a inflacção e a protecção das famílias mais vulneráveis, evitando que a crise financeira se transforme numa crise social de maior dimensão.