sexta-feira, 14 de setembro de 2018

VARIAÇÕES HOMÓLOGAS
 HOMOLOGOUS CHANGE
Empréstimos de Outras Instituições Financeiras Monetárias a Empresas Não Financeiras
Loans of Other Monetary Financial Institutions to Non-Financial Corporations
          Milhões de Euros
    Millions of Euros
  Crédito Concedido     Cobrança Duvidosa
                              Installment Credit            Uncertain Collection
  JUN.17 75.096   10.618  
  JUN.18 72.238 -3,81%   8.302 -21,81%
Fonte: Boletim Estatístico do Banco de Portugal
Source: Portugal Central Bank
PORTUGAL - Continued fiscal discipline will be key. 
 The fiscal performance in 2017 was robust, reflecting strong economic growth, controlled budget execution, and falling interest costs. Building on the strong track record established in the last several years, fiscal consolidation should focus on a sustainable plan to reduce current expenditure, with particular attention on wages and pensions. Fiscal discipline is a cornerstone of debt reduction.
PORTUGAL - External balance.
Trade has played an increasingly important role as a driver of economic growth. A booming tourism sector has meant that exports of services have offset an increase in goods imports.

 
PORTUGAL - Job-rich growth.
The unemployment rate fell to a record low of 7. 1 percent in April 2018. The long-term unemployed are also returning to work in large numbers. The low unemployment rate is based on a vigorous improvement in employment, which grew by 3.3 percent in 2017, even as labor force participation increased by 1.1 percent.
  

sexta-feira, 31 de agosto de 2018


A PRAGA DAS COMISSÔES BANCÁRIAS

A actividade nobre da Banca sempre foi a intermediação financeira – transformação do passivo captado (depósitos) em activo (crédito concedido a clientes).

Até há cerca de 15 anos, a Margem Financeira (MF) – (Juros e rendimentos similares – Juros e encargos similares), o Produto Bancário (PB) e a pouca expressão das Provisões para crédito vencido e imparidades, eram mais que suficientes para cobrir os Custos de Transformação e a Banca poder apresentar Resultados Liquidos altamente positivos.

Mas este paradigma veio a alterar-se desde então.

Margem Financeira a estreitar-se cada vez mais, e particularmente a partir de 2009 e com a crise que se abateu sobre a economia portuguesa, com Provisões para crédito vencido (de cobrança duvidosa) e imparidades a registarem uma subida exponencial, a Banca na sua generalidade começou a entrar em grandes dificuldades, sublinhando o “período da crise”, no qual alguns bancos tiveram que se recapitalizar, por forma a poderem cumprir com os rácios de solvabilidade impostos pelo Banco Central Europeu (BCE) e pelo regulador interno. Para agravar ainda mais a situação financeira da Banca, os valores negativos há muito registados pelo seu principal indexante nos créditos concedidos – Euribor (em todos os prazos).

Perante este conjunto de dificuldades anteriormente referenciadas, a Banca escolheu o caminho mais fácil – atirar despudoradamente para cima dos seus clientes, comissões por tudo e por nada !

O negócio bancário mudou !

O tráfego nos balcões diminuiu de forma geométrica porque assim os bancos o quiseram, ao lançar aplicações que permitem aos seus clientes resolver (quase) todas as suas relações com o seu banco a partir de qualquer lugar e durante as 24h do dia. Desta forma, a banca liberta recursos que poderão ser utilizados de forma mais eficiente na sua estratégia, se bem, que na sua esmagadora maioria a banca tenha seguido o caminho das reformas antecipadas, rescisões de contratos e não renovação daqueles que se encontravam com prazo fixo, diminuindo assim os seus custos, e não seguindo um caminho de reafectação.

Mas, estas medidas não foram e não são suficientes, pelo que é necessário “inventar” comissões, para ajudar a inverter a natureza de Resultados Liquidos negativos para positivos. É o caminho mais fácil, pois então. E o cliente não tem forma de escapar a esta voracidade ! Porque toda a banca está nesta dinâmica avassaladora das comissões desenfreadas.

Não podemos perder de vista que os Depósitos a Prazo (DP) há muito que deixaram de pagar qualquer taxa de juro, mas em contrapartida, quem quiser fazer um Crédito ao Consumo ou para Outras Finalidades, fácilmente pagará 6 ou 7%. Anacronismo – a banca não paga nos DP mas recebe (e bem) nos seus financiamentos.

A DECO entregou no passado mês de Julho, uma petição na Assembleia da República, contra as comissões bancárias injustificadas. Como exemplo de comissões que nunca o deveriam ser, temos: comissão de manutenção de conta, comissões de processamento de créditos (habitação, consumo, leasing, ALD, etc).

O negócio bancário mudou, mas a banca não soube procurar um novo modelo que não penalize despudoradamente os seus clientes. Está a faltar visão estratégica de mudança.

Estamos num período de taxas históricametne baixas, mas mesmo perante esta situação de margens muito estreitas, a banca continua a insistir na concessão de crédito com matrizes de aceitação de novos riscos, muito larga. Se essa “subtileza” não fará muito rombo nos créditos de curto prazo e de montantes relativamente baixos, já o mesmo não se poderá dizer de um crédito á habitação, não só pelo seu dilatado prazo, mas também pelo seu montante.

E para fazer face ao mais que previsivel aumento das Provisões, há que criar novas Comissões e carregar naquelas já existentes.

Tem a palavra a Assembleia da República !

 

 
O meu Artigo de Opinião, no JORNAL ECONÓMICO de hoje.

https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/a-praga-das-comissoes-bancarias-349493