terça-feira, 22 de março de 2011

Crédito Concedido/Crédito de Cobrança Duvidosa - 22.MAR.11

Empréstimos de Outras Instituições Financeiras Monetárias a Particulares
Loans of Other Monetary Financial Institutions to Private Individuals







Crédito

Concedido
           Cobrança Duvidosa
Banking Credit
           Installment Credit
         Uncertain Collection
Habitação
DEZ.10
113642

1932


Mortgage
JAN.11
114537
0,79%
1989
2,95%

Consumo
DEZ.10
15498

1237


Consumption
JAN.11
15423
-0,48%
1269
2,59%

Outros Fins
NOV.10
12122

816


Another Finality
JAN.11
12036
-0,71%
870
6,62%

Total
DEZ.10
141262

3986


Total
JAN.11
141996
0,52%
4129
3,59%


Fonte: Boletim Estatístico do Banco de Portugal
Unidade: Milhões de Euros

quarta-feira, 9 de março de 2011

Portuguese Economic Situation – some guidelines to understand it

In our democratic history (since 1974), we had to kinds of Governments (to take back the period between 1974 – 1977 – the “Revolution Period”, with preponderance of Communist Party) – Socialist Governments and Social Democratic Governments.

The Socialist Governments, with particular emphasis in Social and Behaviour questions, spend more money than the country can, and the deficit of Public Accounts and our Public Indebtedness grow and increase more and more.
The Social Democratic Governments, they move with careful in Public Account and Indebtedness, and balance all situations that the Socialist Governments leave.

In this moment, we are in “Socialist Cycle” since 2005. Between 2005 – 2009, with absolute majority; and since 2009 with minority governance.

All this kind of governance and the international financial crisis, had contribute for Portuguese Economic Crisis.

It’s urgent that Portuguese Government make important reforms in Administrative Public Sector (APS). Portugal doesn’t need 750.000 people in APS. Portugal has Public services, Institutes and other relatives services, in excess.
It’s necessary courage to take decisions in this way. Off course, it will be unpopular measures, but necessary measures. We can’t continue like now.

In my opinion, Portugal doesn’t need help of IMF or EU Stabilisation Fund. I believe that with courage and determination, we can do our way without financial help.
If we look Greece and Ireland, we see that IMF and EU Stabilisation Fund, didn’t enough credibility to these Governments, and the rates of interest grow and grow. Today the rate in financial markets is 12,4% for Greece and 10,2% for Ireland.

The principal problem is Credibility. If Portugal like to go out of this difficult situation, only with quality measures that give to markets, one image of strong credibility, but I don’t know if it is possible with this Government.
I believe that this year, Portuguese Parliament will be dissolved by Portuguese President of Republic, to convoke new elections and the people choose another politic cycle, with Social Democratic Government, in the way to consolidate our economic situation and give another direction that the country needs.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Portugal : Perspectives économiques

L’activité économique devrait être très faible pendant en 2011, en raison d’un assainissement budgétaire prononcé et de conditions de crédit restrictives. La croissance devrait redémarrer en 2012, la demande extérieure et la modération des salaires soutenant les exportations et l’investissement. Le chômage devrait continuer à augmenter.
Le gouvernement a annoncé récemment un nouveau train de mesures d’austérité budgétaire, afin de renforcer la crédibilité de ses objectifs de réduction du déficit. Une mise en oeuvre rigoureuse des mesures d’assainissement, retenue comme hypothèse dans ces prévisions, et une correction rapide de tout dérapage pour assurer la réalisation de ces objectifs, sont essentielles pour réduire le coût du financement externe et parer ainsi à une contraction du crédit qui représente un risque majeur à la baisse. Il est essentiel de réformer le cadre budgétaire pour renforcer la viabilité de l’assainissement des finances publiques. La réduction de la dualité du marché du travail devrait contribuer à rehausser la croissance potentielle.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Os Portugueses não aguentam mais medidas de austeridade

No início desta semana e no âmbito de uma conferência promovida em Lisboa, veio o Ministro das Finanças e desde logo secundado pelo Primeiro-ministro, dizer que caso se justifiquem mais medidas de austeridade para atingir os objectivos do Governo (4,6% do deficit das contas públicas no final do ano), elas seriam tomadas.

Só não disseram por que lado irão “atacar”.

O povo português vive já numa situação de miséria e penúria, e não aguenta mais sacrifícios pelo lado da receita, o mesmo é dizer, pelo aumento do IVA e do IRS. Os rendimentos de muitas famílias são já sobejamente insuficientes, para que possam sofrer novas investidas tornando-os ainda mais reduzidos.

Penso, que caso o Governo venha a tomar mais medidas, estas deverão tomar um sentido brutalmente enérgico mas pelo lado da despesa.

É necessário, é urgente e imperioso, que se corte na despesa do Estado com toda a força e sem piedade.
Ninguém percebe a existência de tantos Institutos Públicos (alguns perfeitamente desconhecidos); não se entende um sector público administrativo tão extenso e sem produtividade.

Reformar servidores do Estado não é a solução. Pois saem de Salários e entram em Reformas. É necessário tomar medidas muito corajosas, que numa primeira abordagem iriam aumentar o desemprego, mas que permitiriam sem qualquer dúvida equilibrar as contas publicas e mais importante, demonstrar solidariedade aos milhares de portugueses que trabalhando na esfera privada da economia se viram privados dos seus empregos porque as empresas não tiveram a capacidade de resistência e sucumbiram.

Se o Estado não tem capacidade para alimentar tantos activos, terá que fazer o mesmo que as empresas – rescindir contratos e emagrecer o seu número de activos.
Acompanhando estas medidas, o Governo deveria explicar muito bem a todos nós, o verdadeiro alcance e objectivo desses sacrifícios adicionais, para que todos entendessem para o que estavam a contribuir.

Mais medidas de austeridade só pelo lado da despesa, onde existe muita gordura, muita banha e muita ineficiência, que urge cortar a toda a força.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

ETV - Conselho Consultivo de 22/FEV/11

2ª Parte do Conselho Consultivo

http://www.youtube.com/user/economicotv#p/u/5/ZeaSGZY8oAY

Temas comentados:

* O crescente número de Famílias Endividadas;
* Os últimos números do Boletim Estatístico do Banco de Portugal  - Crédito Concedido/Crédito Cobrança Duvidosa

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Crédito Malparado – “Baixa Artificial”

O Boletim Estatístico do Banco de Portugal, de ontem revelou-nos que os montantes de Crédito de Cobrança Duvidosa de Particulares, tinham caído 7,24% face ao mês anterior (Novembro) e o mesmo tipo de Crédito, mas para Empresas tinha caído também 23,69%.
Nada de mais falacioso!

Mas então o que se passou?

É sabido, que estas movimentações por parte das Instituições Financeiras são cíclicas, isto é, no final de cada ano, todas as Instituições Financeiras compõem os seus Balanços, sobretudo abatendo activos malparados e passando-os para “write-offs”, que é como quem diz, para fora do Balanço.
Ao longo do tempo que o Banco de Portugal permite, as Instituições credoras vão criando provisões para os activos em incumprimento contratual. Uma vez constituída a totalidade da provisão, espera-se o “timing” adequado para a sua utilização. Ao ser utilizada, limpa do Balanço esses activos, em contra-partida desses resultados que saem da conta de exploração da Instituição.

Portanto, o que se costuma passar em Dezembro de cada ano, é a escolha do tal “timing” para compor o Balanço. Depois, existe ainda um outro passo nesta movimentação, que é a venda de carteiras de “write-offs” ou falidos, a instituições que se dedicam à recuperação de crédito e que possuem suficiente músculo financeiro de suporte. Por esta venda, as Instituições Financeiras acabam por fazer mais um encaixe que entra directamente na sua Conta de Exploração, como resultados extraordinários do exercício – nem tudo é perda!

Portanto, e passado este atípico mês de Dezembro, tudo irá voltar à “normalidade”. O mesmo é dizer, que no próximo Boletim Estatístico, lá estará e de novo o Crédito de Cobrança Duvidosa a crescer, quer seja na sua vertente Particulares ou Empresas.

E esta dinâmica, infelizmente, irá continuar.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Fazer Contas e Poupar

Todos sabemos que o tempo é de crise e que a conjuntura não vai de feição para ninguém. Muito menos para quem tem parcos rendimentos, que se formos bem a ver, é a grande maioria da população portuguesa.

Num tempo de grandes incertezas, todos os cuidados são poucos.

Não gaste em consumos supérfluos.

Antes de tomar uma atitude que leve ao consumo (imediato ou diferido no tempo), faça contas e veja se o orçamento do seu agregado familiar consegue acomodar a decisão que tenciona tomar.
Se essa decisão implicar o recurso ao crédito, então as contas terão ainda que ser melhores feitas. Não pense só no presente.

Ao recorrer ao crédito para financiar a compra de qualquer bem, a calendarização do serviço da dívida vai sempre decorrer no tempo, mais ao menos longo, conforme o produto e o prazo acertado entre o consumidor e a entidade financiadora.
Nunca se esqueça de criar “almofadas de segurança”, isto é, deixe sempre e mensalmente, uma reserva do seu rendimento que poderá servir futuramente para situações inopinadas. Não pense que só acontece aos outros! Poder-lhe-á acontecer a si.

E tente poupar. Faça um esforço, mesmo que sejam só alguns Euros por dia, vai ver que ao final do ano, representam bem mais do que pensa.
E sobretudo, evite endividar-se neste período em que nos encontramos.