terça-feira, 26 de abril de 2011

Crédito de Cobrança Duvidosa – sem fim à vista!

O Boletim Estatístico do Banco de Portugal que saiu no passado dia 21, não deixa margem para dúvidas – o Crédito de Cobrança Duvidosa (Famílias e Empresas), continua a crescer, aliás, em linha com o que venho referenciando há cerca de ano e meio.
Esta tendência será para se manter, pelo menos ao longo de todo este ano e do próximo, não obstante as Instituições Financeiras, há cerca de um ano terem vindo a ser cada vez mais exigentes nos critérios de seriação, no que diz respeito à aceitação de novos riscos de crédito.

Com a situação macroeconómica completamente degradada, onde o desemprego cada vez vai ganhando maior expressão, e com a recessão que se irá prolongar pelo menos até final de 2012, não existem milagres, que é como quem diz – os cidadãos com responsabilidades creditícias assumidas, irão ser cada vez em maior número a entrarem em incumprimento contratual.

Em termos mensais – Janeiro/Fevereiro, o Crédito de Cobrança Duvidosa ou Malparado e para os Particulares, verificou um incremento de 1,82%, sendo o Crédito ao Consumo aquele que verificou a sinistralidade mais elevada – 3,72%.

No que diz respeito às Empresas e também na mesma variação mensal, o valor do Crédito Malparado cresceu 7,14% – o que é claramente arrepiante!

Vejo com muita preocupação, que ainda nada se avançou no capítulo da Profilaxia do Endividamento das Famílias. Faço votos e acredito, que o próximo ciclo eleitoral venha a consagrar este tema e o coloque de forma definitiva, como uma das grandes preocupações a serem trabalhadas por quem venha a ter responsabilidades na futura governação. A bem de milhares de cidadãos.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Crédito Concedido/Crédito de Cobrança Duvidosa - Boletim Estatístico de 21.ABR.11

Empréstimos de Outras Instituições Financeiras Monetárias a Particulares
Loans of Other Monetary Financial Institutions to Private Individuals
Crédito Concedido           Cobrança Duvidosa
Banking Credit           Installment Credit         Uncertain Collection
HabitaçãoJAN.11114492 1989 
MortgageFEV.11114468-0,02%20000,55% 
ConsumoJAN.1115416 1262 
ConsumptionFEV.1115381-0,23%13093,72% 
Outros FinsJAN.1112041 870 
Another FinalityFEV.1112021-0,17%8871,95% 
TotalJAN.11141948 4121 
TotalFEV.11141870-0,05%41961,82% 
Fonte: Boletim Estatístico do Banco de Portugal
Source: Portugal Central Bank

sexta-feira, 25 de março de 2011

Crédito de Cobrança Duvidosa – “Stop and go”

Depois dos números que observámos em Dezembro, cuja composição e estrutura eram claramente demonstrativos da sazonal limpeza de balanço que as Instituições Financeiras costumam fazer, eis que já em Janeiro (dados do último Boletim Estatístico do Banco de Portugal), voltámos à mesma dinâmica avassaladora de crescimento do Crédito de Cobrança Duvidosa (ver Quadro neste Blog).

No final de cada ano, as Instituições Financeiras “livram-se” de créditos totalmente aprovisionados utilizando a provisão. Ao fazê-lo estão a retirar do seu Activo créditos de extraordinária dificuldade de recuperação, passando-os para “write-offs”, ou seja, retiram estes créditos do seu balanço. Desta forma, e perante os accionistas, o seu balanço fica mais equilibrado. Mas na realidade, os prejuízos estão lá, se bem que fora do balanço.
Para quem estivesse menos atento, pensaria que em Dezembro teríamos assistido a um “milagre” comparável somente às aparições de Fátima. Mas infelizmente, e nesta matéria não há “milagres”!

As Instituições Financeiras e nos tempos mais próximos, vão assistir ao crescimento do Crédito de Cobrança Duvidosa (ou malparado), quer no agregado Particulares (Famílias) quer no agregado Empresas. Vão ter que continuar a constituir provisões para essas sinistralidades e por consequência, vão ver os seus resultados de exploração diminuídos na mesma proporção que fizerem provisões.

Remédios de cura total não existem! No entanto, existem algumas precauções que podem e devem ser tomadas: um critério mais exigente nos novos créditos a conceder; exercer acções responsáveis e profilácticas junto da clientela e ir ao encontro da disponibilidade dos clientes, isto é, aceitar o resultado das vicissitudes que possam atingir a dimensão dos rendimentos dos agregados familiares, e juntamente com os clientes, definirem novos prazos de pagamento, alargando o prazo e eventualmente diminuindo o prémio em pagamento pelo financiamento – taxa de juro.
Todos ficariam a ganhar!

quarta-feira, 23 de março de 2011

PORTUGAL in Crises

Portugal hasn’t only the financial crises. Portugal has a multiplicity of crises: economic, social, Government, politic and Institutional.
Our country needs urgently, strong and very important reforms. Soon Institutional reforms.
We have a public sector with strong problems and over the needs of the country. Portuguese public sector has today 650.000 employers, but all analysts believe that 350.000 people will be enough for our needs in this field.
Portugal has not space for so people. The productivity of public sector is very low, and the excessive people can move for private job and, in this way, create wealth for enterprises and economic system in general.
Portugal has not space for so people in public sector, and the reform of this sector is highly prior.
In Institutional plan, we need too, important measures and reforms. We must have a good and efficient State but less State. We don’t need so Institutes and State Departments that we have. An efficient State is not a long and fat State, but in contrary, a small and productive State. Portugal and our politicians will become more courageous in line to take important measures to do it.
It’s imperious too, courageous measures in economic field. Portugal (State, enterprises and individuals) can’t continue to live above it possibilities. The season on cheap credit it’s over!
We must save more and more than in past. It’s not possible to live with high level of indebtedness.
Our public accounts are the mirror of many years of uncontrolled expenses.

Now, we have a difficult way to run. With our without extern aid, Portugal will find it way, but necessary, a hard way with a strong people sacrifices.
It will be a new loss decade! Especially for young people.

terça-feira, 22 de março de 2011

Crédito Concedido/Crédito de Cobrança Duvidosa - 22.MAR.11

Empréstimos de Outras Instituições Financeiras Monetárias a Particulares
Loans of Other Monetary Financial Institutions to Private Individuals







Crédito

Concedido
           Cobrança Duvidosa
Banking Credit
           Installment Credit
         Uncertain Collection
Habitação
DEZ.10
113642

1932


Mortgage
JAN.11
114537
0,79%
1989
2,95%

Consumo
DEZ.10
15498

1237


Consumption
JAN.11
15423
-0,48%
1269
2,59%

Outros Fins
NOV.10
12122

816


Another Finality
JAN.11
12036
-0,71%
870
6,62%

Total
DEZ.10
141262

3986


Total
JAN.11
141996
0,52%
4129
3,59%


Fonte: Boletim Estatístico do Banco de Portugal
Unidade: Milhões de Euros

quarta-feira, 9 de março de 2011

Portuguese Economic Situation – some guidelines to understand it

In our democratic history (since 1974), we had to kinds of Governments (to take back the period between 1974 – 1977 – the “Revolution Period”, with preponderance of Communist Party) – Socialist Governments and Social Democratic Governments.

The Socialist Governments, with particular emphasis in Social and Behaviour questions, spend more money than the country can, and the deficit of Public Accounts and our Public Indebtedness grow and increase more and more.
The Social Democratic Governments, they move with careful in Public Account and Indebtedness, and balance all situations that the Socialist Governments leave.

In this moment, we are in “Socialist Cycle” since 2005. Between 2005 – 2009, with absolute majority; and since 2009 with minority governance.

All this kind of governance and the international financial crisis, had contribute for Portuguese Economic Crisis.

It’s urgent that Portuguese Government make important reforms in Administrative Public Sector (APS). Portugal doesn’t need 750.000 people in APS. Portugal has Public services, Institutes and other relatives services, in excess.
It’s necessary courage to take decisions in this way. Off course, it will be unpopular measures, but necessary measures. We can’t continue like now.

In my opinion, Portugal doesn’t need help of IMF or EU Stabilisation Fund. I believe that with courage and determination, we can do our way without financial help.
If we look Greece and Ireland, we see that IMF and EU Stabilisation Fund, didn’t enough credibility to these Governments, and the rates of interest grow and grow. Today the rate in financial markets is 12,4% for Greece and 10,2% for Ireland.

The principal problem is Credibility. If Portugal like to go out of this difficult situation, only with quality measures that give to markets, one image of strong credibility, but I don’t know if it is possible with this Government.
I believe that this year, Portuguese Parliament will be dissolved by Portuguese President of Republic, to convoke new elections and the people choose another politic cycle, with Social Democratic Government, in the way to consolidate our economic situation and give another direction that the country needs.